Quinta-feira, 23 Fev 2012
 
 
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SE DEUS DESLIGASSE O RADAR PDF Imprimir E-mail
Escrito por NEIR MOREIRA   

CRÔNICA: “Quase dois meses depois de serem desligados, os radares que fiscalizam a velocidade em Curitiba voltaram a funcionar e a multar à zero hora de hoje. Os 110 equipamentos estavam fora de operação desde o dia 3 de dezembro, por determinação da Justiça. Na quarta-feira da semana passada, o desembargador Ruy Fernando de Oliveira, 1.º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), autorizou a URBS, empresa de economia mista que gerencia o trânsito na capital, a voltar a utilizar os radares”.*

Para muita gente a notícia acima foi recebida sob protestos. Outros a aprovaram. Enquanto uma parcela dos condutores simplesmente a ignorou; ou seja, para estes, não fez a menor diferença.

Se para os primeiros o radar é o braço eletrônico do poder público que simplesmente arrecada cada vez mais, para os segundos, o radar é um aliado do departamento de trânsito o qual auxilia na difícil tarefa de coibir maiores danos no trânsito das cidades. Contudo, para os terceiros, o radar não é nem objeto do mal tampouco símbolo do bem. É apenas radar.

Para quem aprendeu a lição do respeito pela vida, os radares não passam de pardais inofensivos.

Vale ressaltar que as estatísticas têm mostrado que a cada ano o número de vítimas e acidentados no trânsito no Brasil tem aumentado vertiginosamente. Segundos os dados atuais, diariamente ocorrem 723 acidentes nas rodovias pavimentadas brasileiras, provocando a morte de 35 pessoas por dia e deixando 417 feridos, dos quais 30 morrem em decorrência do acidente. Isso significa que 42.000 pessoas morrem anualmente vítimas de acidente de trânsito no Brasil. As mortes no trânsito só perdem para o homicídio no quesito de causa externa. Enquanto no Brasil, o trânsito mata 65 por dia, nos Estados Unidos, por exemplo, são apenas 4.**

Pense nisso.

Enquanto eu observava pelo espelho o cabeleireiro aparar o meu cabelo encarapinhado, eis que o televisor do salão veicula um comercial bastante “educativo”. O tema era o carnaval 2010 sem violência no trânsito. O cenário era simplesmente bucólico; surreal, eu diria: atores desfilando dentro de protótipos de taxis. A única escolha correta para o comercial foi a protagonista: uma comediante. Isso é uma piada? Se foi, eu gostaria de achar graça.

Desde quando a festa mais importante do país mais católico do mundo tem por meta a segurança dos foliões. Uma festa regada à bebedeira não pode oferecer segurança no trânsito. Um banquete da carne não é a melhor opção para o bom senso no volante. Nenhum trio elétrico é capaz de desligar a euforia da irresponsabilidade nas estradas. Ao contrário.

Cair na gandaia com segurança! Prá mim, é demais...

O trânsito exige cinto de segurança; não serpentina.

Talvez as autoridades pudessem exigir não apenas as chaves das cidades na quarta mais cinzenta do ano, mas o balanço que o trânsito acusa depois de quatro dias de folia. As chaves da cidade não foram suficientes para evitar as tragédias que o carnaval produz: embriaguez, discussões, violência, abusos, acidentes, mortes, e um coquetel que faria inveja a Sodoma e Gomorra.

A rigor, outras duas cidades merecem minha atenção: Curitiba e Rio de Janeiro. A primeira em função da suspensão temporária dos radares. A segunda pela perpetuação do carnaval.

Pense comigo: se Deus desligasse o radar? Sim, se ele temporariamente desligasse o seu radar moral e ético? Se Ele desse aos homens quatro dias de total liberdade (?) para fazerem tudo o que julgarem direito.

O que eles fariam? E o que você faria?

Aproveitaria para extravasar todos os seus impulsos reprimidos? Liberaria toda a energia represada pela cultura, pela religiosidade, pelas leis, pela consciência e por todas as instâncias que a vida lhe impõe?

Ou, aproveitaria para protestar contra Deus, afinal, como Ele se permitiria tomar tamanha atitude, especialmente pelo fato de conhecer a natureza humana, caída, e que isso representaria o fim dos limites, os quais permitem o mínimo de ordem moral.

Ou, ainda, aproveitaria para simplesmente viver. Afinal, independentemente da ação divina, Deus continua sendo o EU SOU, e sua essência é imutável. E, por essa razão, você também continuaria sendo a mesma pessoa; a despeito da “liberação” das leis divinas. Ou seja, sua obediência à Deus independe das punições previstas aos infratores.

Quem prioriza a obediência as leis de trânsito e as de Deus, não precisa se preocupar onde estão os radares. Afinal, eles existem essencialmente para quem desobedece.

Se na lenda psicanalítica o carnaval é o período no qual o ego sai de casa para satisfazer os anseios do id, sem a sensura do superego, na realidade, a vida é muito mais do que uma frouxidão das âncoras da liberdade e responsabilidade.

Pular o carnaval com moderação é o mesmo que pedir ao alcoólatra que beba conscientemente. Um copo após o outro. Nunca ao mesmo tempo...

O carnaval usa a máscara da libertinagem num corpo sensual dançando na pista escorregadia da imoralidade.

E a conta da festa da carne será paga pelo espírito. Sem máscara, é claro.

 

* FONTE: Gazeta do Povo, 01 Fevereiro de 2010.

** FONTE: www.estradas.com.br

 
DEPRESSÃO: CAMINHOS DE SUPERAÇÃO DA NOITE ESCURA DA ALMA PDF Imprimir E-mail
Escrito por NEIR MOREIRA   


LIVRO: A psicodinâmica da depressão, que, em última análise, corresponde a uma discrepância entre as expectativas e a realidade subjetiva do indivíduo é examinada por Rüdiger Dahlke neste livro. O estopim pode ser um casamento desfeito, dificuldades financeiras ou a perda do emprego. Mas, além desses fatores individuais, o autor também aborda fatores coletivos: o ritmo frenético dos tempos atuais, a pressão para se manter informado, a complexidade da vida moderna, o colapso das estruturas sociais e o estilo de vida independente e muitas vezes solitário dos grandes centros urbanos.

Dahlke mostra que a depressão pode ser encarada como uma etapa benéfica no percurso de vida de cada um de nós, e seu sentido consiste em aprender a fazer a vida fluir novamente, mas num plano bem diferente. Podemos superar padrões antigos e aprender a fazer a vida fluir conhecendo um pouco mais as causas dessa doença e praticando exercícios que nos ajudem a desbloquear a energia vital para "tomar pé" da realidade e recuperar o prazer de viver. Dahlke também aborda as terapias hoje em uso, as desvantagens dos antidepressivos e maneiras naturais para se prevenir e curar este mal, que já atingiu proporções epidêmicas.

 

Minhas leituras em 2012

1) BÍBLIA SAGRADA - Josué

2) UMA ARTE DE CUIDAR - Jean-Yves Leloup

3) FORMAÇÃO DO DISCÍPULO - Igor Pohl Baumann

4) COMO TUDO COMEÇOU - Adauto Lourenço

5) MARINA: A VIDA POR UMA CAUSA - Marília de Camargo César

 

Minhas leituras em 2011

6) MITOS E NEUROSES - Paul Tournier

7) A ESPIRITUALIDADE DO DESERTO E O MINISTÉRIO CONTEMPORÂNEO - Henri J. M. Nouwen

8) NOS PASSOS DE MARIA - Luiz Alexandre Solano Rossi

9) COMUNICAÇÃO FAMILIAR NA PÓS-MODERNIDADE - Gessé Luiz

10) KIERKEGAARD - Jorge Miranda de Almeida & Alvaro L. M. Valls

11) A BIBLIOTECA DE C.S.LEWIS - James S. Bell & Anthony P. Dawson

12) COMPREENDER KIERKEGAARD - France Farago

13) DICIONÁRIO ETIMOLÓGICO DE NOMES BÍBLICOS - Elias Soares de Moraes

14) EVANGELISMO - Bill Hybels

 

 
CURA PELA PALAVRA PDF Imprimir E-mail
Escrito por MENTE & CÉREBRO   

NOTÍCIA: Neuroimagens mostram que a psicoterapia pode reorganizar circuitos neurais

Uma das principais críticas às ideias de Sigmund Freud sobre o funcionamento da mente é a suposta ausência de comprovação científica, apesar dos resultados práticos no tratamento do sofrimento psíquico e seus sintomas. No entanto, os avanços na técnica de neuroimageamento têm possibilitado o estudo dos efeitos cerebrais do método da “cura pela palavra”.

Duas pesquisas, da Universidade de Amsterdã e da Universidade de São Paulo (USP), mostram que a psicanálise e a psicoterapia causam alterações em áreas neurais relacionadas à tomada de decisões e ao controle das emoções. Pesquisadores holandeses registraram durante quatRo meses a atividade cerebral de 35 voluntários diagnosticados com transtorno de estresse póstraumático (TEPT). Parte deles frequentou sessões de psicanálise e o restante não passou por nenhum tipo de psicoterapia. As imagens revelaram que o grupo que fez o tratamento apresentou maior atividade no córtex pré-frontal. Além disso, os pacientes mostraram- se menos aflitos ao falar sobre suas recordações e relataram menor frequência de pesadelos e pensamentos recorrentes.

O outro estudo, do Instituto de Psicologia da USP, avaliou os resultados da terapia cognitiva (TCC) e obteve dados parecidos. O psicólogo Julio Peres acompanhou por dois meses o tratamento de 16 voluntários com TEPT submetidos a sessões semanais de psicoterapia de exposição e reestruturação cognitiva, que consiste em confrontar o paciente com sua experiência traumática e estimulá-lo a reavaliar o próprio medo.

As neuroimagens registradas ao longo do experimento mostraram que a atividade da amígdala – região relacionada à vigilância, à percepção de ameaça e às emoções – diminuiu em comparação com o grupo de controle, formado por 11 pessoas. Esse experimento indica que o tratamento pode modificar circuitos neurais. Segundo Peres, as alterações concentram-se em áreas relacionadas a dores e dificuldades, o que evidencia o potencial terapêutico da psicoterapia.

 

 
EXCURSÃO DA TERCEIRA IDADE PDF Imprimir E-mail
Escrito por NILSON G. PEREIRA   

HUMOR: Um policial avista um ônibus em baixa velocidade, acha estranho e manda parar.

É uma velhinha ao volante, acompanhada de suas amigas.

O guarda adverte:

- Senhora, andar devagar demais pode provocar acidente!

- Seu guarda, sigo a sinalização, diz a mulher, apontando a placa: BR-30.

- Senhora! Essa placa não indica limite de velocidade e sim o número da estrada. Trate de prestar mais atenção, certo? Só mais uma coisa. Suas amigas estão  bem? Parecem assustadas...

- Elas já vão melhorar. É que acabamos de sair da BR-201...

 
O PADRE E O MINEIRO PDF Imprimir E-mail
Escrito por JUCILENE AMORIM   

HUMOR: O velhinho, mineiro de Berlandia, está no hospital, nas últimas... O padre está ao seu lado para dar-lhe a extrema-unção.

Ele lhe diz ao ouvido:

- Antes de morrer, reafirme a sua fé em nosso Senhor Jesus Cristo e renegue o Demônio.

Mas o velhinho fica quieto...

Ao que o padre insiste:

- Antes de morrer, reafirme a sua fé em nosso Senhor Jesus Cristo e renegue o Demônio.

E o velhinho.... nada.

Então o padre pergunta:

- Por que é que o senhor não quer renegar o Demônio?

O velhinho responde:

- Enquanto eu num soubé pronde vou, num quero ficá de mar cum ninguém!!

 
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